Conar diz que na Suécia McDonald’s engorda crianças de olhos azuis e no Brasil nutre moreninhos

Publicado: 16/07/2011 em Coca-Cola, Conar, hamburguer, Instituto Alana, Mc Donald's, Rio

Estive em junho em Amsterdã, Holanda, e notei em ambientes públicos de impecável limpeza visual, que são pouquíssimos e discretos os displays da Coca-Cola.  Apenas um ou outro  e não só da coke,  mas de qualquer anunciante.

Faço essa referência à Coca-Cola em comparação e diante da agressão que esse megamonstro  publicitário pratica no Brasil, onde é quase impossível percorrer 50 metros sem ser agredido por uma plaquinha, placa ou placona desse refrigerante.

Na mesma Amsterdã,  McDonald’s,  ao menos as duas que vi,  são lanchonetes pequenas ou médias que disputam clientela com outras, em pé de igualdade, sem alarde publicitário nas ruas nem o imperial logotipo do Mc a encimar as lojas.

Já que belisquei o Mc, a partir daqui deixo trechos de muito bom artigo de Beatriz Bulla sobre a rede.  
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“McDonald’s engorda criança de olho azul na Suécia e nutre moreninho no Brasil, diz Conar

Uma decisão do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), tomada no último mês de junho, causou a atenção por causa dos argumentos utilizados pelos conselheiros para rechaçar a reclamação de uma ONG contra um anúncio da rede de lanchonetes McDonald’s.

‘Da mesma forma que Suécia e Dinamarca têm por base evitar que suas crianças de olhos azuis fiquem gordinhas, o Brasil tem por base acabar com a desnutrição dos nossos meninos moreninhos’, disse Enio Basílio Rodrigues, autor do relatório sobre o caso que foi acolhido por unanimidade pelo Conar. Para ele, ‘ao contrário dos Estados Unidos, aqui o McDonald’s não é vício, é aspiração’. Leia aqui [abaixo]a íntegra do parecer.

A decisão ocorreu na análise de uma denúncia apresentada pelo Instituto Alana, ONG que combate a propaganda abusiva direcionada a crianças, contra um comercial do Mc Donald’s exibido nos cinemas. O anúncio intercalava personagens da animação Rio e atores mirins para divulgar a promoção do McLanche Feliz – que combina hambúrguer, batatas fritas, refrigerante e um brinquedo. O Instituto contesta a associação entre o desenho e o lanche.

Em seu parecer, Enio Rodrigues se refere ao instituto como ‘bruxa’ e afirma que o Alana não gosta de crianças e quer deixá-las ‘bem magrinhas’. ‘Não adiante (sic) vir com a história que os gordos herdarão os bancos centrais, como o presidente do banco central do México, como presidente do banco central do Brasil, o [Alexandre] Trombini. Quando a bruxa Alana chegar, a criançada vai entrar no regime de pão e água, aliás sem pão que engorda – nada de xisburguer (sic), batata frita, milkshake, refrigerante’, ironizou…”

Parcialidade

A advogada Isabella Henriques afirmou que o Instituto Alana decidiu não encaminhar mais denúncias ao Conar. ‘Em razão dos termos desrespeitosos e ofensivos, decidimos que não vamos mais reconhecer o Conar como um Conselho de Ética, porque ele não foi capaz de encarar com ética e equidade uma das partes’, disse…”
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Artigo integral de Beatriz Bulla em Última Instância- 15/07/2011 – 16h06
Íntegra do Parecer do Conar

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