Início da manhã, em “férias”, pensei assistir algum telejornal, coisa geralmente insossa e assustadora ao mesmo tempo.
Zapeei – missão impossível – à procura de canal que tivesse noticiário com algo diferente de crimes, crimes, crimes, secas, enchentes, poupanças, gripes suína, galinácea, caprina, ovina, bovina, patavina e A, além de dengue, meningite, fofocas debilóides e as habituais doentias imoralidades políticas.
Aí, caí na Rede Brasil, naquele horário a exibir Perdidos no Espaço. Ótimo seriado norte-americano dos anos 60 (no Brasil estreiou em 1966, na TV Record), com aventuras estelares num distante 1997.(!)
No episódio que assisti hoje, mais uma vez o vilão covardão e megalomaníaco Dr. Smith (Jonathan Harris) atazanava Will (Billy Mummy) e seu robô (Bob May).
Foi muito, muito melhor assistir Perdidos no Espaço que qualquer telejornal.
Ganhe um saco de pipocas: qual a semelhança entre o robô do seriado e os editores, apresentadores, apresentadoras, repórteres e cinegrafistas dos telejornais brasileiros?
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A semelhança entre o robô de Perdidos no Espaço e o pessoal do telejornalismo brasileiro é que a maior parte do tempo emitem, basicamente, a mesma mensagem:
- Perigo! Perigo!
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Ganhou a pipoca?
Putz.